Sentir-se forte

A nossa rotina dificilmente nos permite enxergar a beleza que existe na recomposição do destino.

Nesse fim de semana, por uma série de acontecimentos aleatórios, percebi que a vida não age sem motivação: seja a motivação de quem a vive, seja pelos motivos que o próprio destino possui para existir e seguir.


Por mais que achemos que a vida não se reconstruirá, ela nos mostra que estamos enganados. Afinal, a vida é o que move a natureza, e a natureza sempre se recompõe.

Conseguir parar por alguns segundos e perceber a linha que liga as mensagens que a vida traz é tentar entender o que estamos fazendo do nosso próprio destino. Sentir-se com as mãos ao leme. Sentir-se com o rosto ao vento.

Perceber que comanda o seu próprio destino é sentir-se forte. E, talvez nem saibamos "o quão importante é na vida não necessariamente ser forte, mas sentir-se forte". Buscar "medir-se pelo menos uma vez, para encontrar-se pelo menos uma vez nas mais antigas condições humanas, enfrentando a cegueira, extremamente sozinho, sem nada para ajudá-lo, além das suas próprias mãos e sua própria cabeça..." (Primo Levi).

E é nessa hora que você percebe que sentir-se forte é, talvez, a coisa mais importante a aprender agora.

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